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Como vejo o tempo...

  • Erika Mota
  • 21 de mai. de 2023
  • 1 min de leitura

O paradoxo da psicologia do tempo é que imaginamos que existe um mecanismo que permite ao ser humano medir o tempo com precisão, enquanto, em um contexto emocional, esse mecanismo distorce seu tempo subjetivo quando comparado com uma medição objetiva. Depende tanto do contexto intrínseco, como o estado emocional no início do processamento do tempo, quanto do contexto extrínseco, como o ritmo de atividade dos outros. O fato de vivermos e nos movermos no tempo e de que tudo leva mais ou menos tempo tem sido muitas vezes negligenciado.




Não há, portanto, um tempo único e homogêneo, mas sim experiências múltiplas de tempo. Nossas distorções temporais refletem diretamente a maneira como nosso cérebro e nosso corpo se adaptam a esses tempos múltiplos. Nossas distorções temporais refletem diretamente a maneira como nosso cérebro e nosso corpo se adaptam a esses tempos múltiplos. o filósofo Bergson (1968) afirmou certa vez que 'on doit mettre de côté le temps unique, seuls comptent les temps multiples, ceux de l'expérience' (devemos deixar de lado o tempo único, só contam os tempos múltiplos, os da experiência).

 
 
 

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